Tudo sugere que o BC se atrasou na resposta ao caso Master, diz Arminio Fraga
Editado por Stéfanie Rigamonti, espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Painel S.A.
Carregando...
Presidente do Banco Central de 1999 a 2002, o economista Arminio Fraga liderou uma série de intervenções em bancos nos primeiros anos do Plano Real, incluindo os casos do Bamerindus e do Banestado (Banco do Estado do Paraná). Com experiência acumulada em operações de grande magnitude desse tipo, ele diz que as investigações envolvendo o Banco Master evidenciam que a autoridade monetária demorou a agir nesse caso. Para Fraga, o BC tinha todas as ferramentas para fiscalizar a instituição financeira, que já dava sinais de problemas há muito tempo.
O Banco Central demorou para atuar no caso Master?
O que vem aparecendo sugere que sim, que se atrasou e que houve também algum problema na fiscalização, na atuação do BC como supervisor e fiscalizador do sistema. A hipótese de que ele chegou atrasado na bola é amparada pelo tamanho do buraco. Ninguém constrói um buraco desse tamanho da noite para o dia. E ela é baseada nos repetidos avisos que o próprio FGC [Fundo Garantidor de Créditos] fez e na rádio-corredor do mercado. Estava todo mundo falando disso, não era um assunto novo de jeito nenhum.
Que tipo de falha houve na atuação do BC?
É difícil dizer. Eu vejo a seguinte sequência e com as datas ainda por preencher: surge esse banco com uma gestão que, em algum momento, talvez desde sempre, deveria ser chamada de gestão temerária. O Banco Central........
