menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Do azeite de oliva à bancarrota do Master

9 9
12.02.2026

Escritor e jornalista, autor de "Escrever É Humano" e "O Drible"

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Todo mundo conhece um caçador de redundâncias. É aquela pessoa que, adepta de corrigir os outros, sente uma excitação quase sexual —o "quase" vai por educação— quando alguém diz ou escreve, por exemplo, "azeite de oliva".

"Se é azeite só pode ser de oliva, oliva é azeitona, de azeitona se faz azeite, entendeu? Falar azeite de oliva é o mesmo que falar entrar para dentro, hahaha."

Sempre à espreita de pleonasmos viciosos, de palavras supérfluas, esse tipo especial de sabichão começa estando certo e logo fica errado, erradíssimo. Como se contenta com as primeiras linhas da história, nem desconfia disso, e acaba por protagonizar cenas constrangedoras.

Se não sabe que a construção "entrar para dentro" pode, em determinadas circunstâncias, traduzir um reforço legítimo ou até necessário, no caso do azeite seu erro é ignorar que a........

© UOL