Do azeite de oliva à bancarrota do Master
Escritor e jornalista, autor de "Escrever É Humano" e "O Drible"
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Todo mundo conhece um caçador de redundâncias. É aquela pessoa que, adepta de corrigir os outros, sente uma excitação quase sexual —o "quase" vai por educação— quando alguém diz ou escreve, por exemplo, "azeite de oliva".
"Se é azeite só pode ser de oliva, oliva é azeitona, de azeitona se faz azeite, entendeu? Falar azeite de oliva é o mesmo que falar entrar para dentro, hahaha."
Sempre à espreita de pleonasmos viciosos, de palavras supérfluas, esse tipo especial de sabichão começa estando certo e logo fica errado, erradíssimo. Como se contenta com as primeiras linhas da história, nem desconfia disso, e acaba por protagonizar cenas constrangedoras.
Se não sabe que a construção "entrar para dentro" pode, em determinadas circunstâncias, traduzir um reforço legítimo ou até necessário, no caso do azeite seu erro é ignorar que a........
