Negociação proposta por clubes é única chance de criar a Liga no Brasil
Negociação proposta por clubes é única chance de criar a Liga no Brasil
A disputa entre Forte Futebol União (FFU) e Liga Brasileira (Libra) que se estabeleceu em 2022 e durou os últimos três anos praticamente acabou. Com a Libra se desmanchando por discussões intermináveis sobre critérios para divisão do dinheiro, a CBF tomou o posto de antagonista da FFU. Seu discurso é de ter o mesmo desejo pela formação da Liga, mas sem o poder excessivo do investidor, a LCP Partners.
Em meio a isso, a assembleia da FFU produziu um documento assinado pelos 30 clubes filiados com a proposta de se criar um comitê de negociação com Libra e CBF. Há quem interprete como um pedido de arrego da FFU e dos clubes. Não parece.
A FFU cresceu a ponto de alcançar 30 clubes, negocia com o Grêmio e com o Remo, que também fazem reunião na Libra nesta quarta-feira. Sem negociação, a FFU pode ainda crescer e ter o 31º associado, depois o 32º. A impressão é de que a CBF não deseja isso. Mas o discurso é de que não há restrição ao crescimento da FFU, muito menos ao fortalecimento da Liga. Desde que as decisões sejam dos clubes.
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Há sempre o argumento de que os times, especialmente da Série B, procuraram a CBF. Procuraram porque a cultura do futebol brasileiro é clientelista e porque ninguém se preocupa com os contratos que assinam no momento em que há a proposta. Preocupam-se, depois, ao pensar que podem ganhar mais, porque gastaram antes da hora as quantias recebidas.
Era a lógica da CBF de Ricardo Teixeira. Comprava o próximo voto atendendo aos pedidos de esmolas. A proposta nascida na assembleia da FFU fala na Liga como capacidade de produzir mais recursos para o Campeonato Brasileiro, a partir de um viés econômico e de bases profissionais. Ou seja, não dá para rasgar contratos.
A CBF também não conseguirá rasgar os acordos assinados entre clubes e LCP Partners, porque são amarrados com quase absoluta perfeição jurídica. Mas pode negociar. Criar uma empresa, ou um contrato, que defina partes que caibam à CBF, aos clubes, à futura Liga, divisão de quem paga contas e de quanto cada um arrecada. Se a CBF quer mesmo o controle dos clubes, tem de se sentar na mesa com todas as partes e negociar. Porque os contratos com os investidores estão assinados.
O que sai de concreto da assembleia da FFU é a lembrança de que o objetivo final é o Brasileirão mais relevante aqui dentro e fora do país. O objetivo da Libra e da FFU nunca foi ter investidores com mais dinheiro. O que a CBF diz é que não pretende mais poder. Então, o objetivo da Liga, com poder dos clubes, participação da CBF e respeito aos contratos com investidores, é fazer do Brasileirão o terceiro maior campeonato do mundo.
Se é para isso, vale aparar arestas, acertar contas e seguir com todos juntos. Todo mundo ganhará mais prestígio e dinheiro.
Não é fácil acreditar. Mas é possível fazer.
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