Rodovias que não perdoam: erro vira tragédia em metade das vias públicas
Rodovias que não perdoam: erro vira tragédia em metade das vias públicas
Errar ao volante pode custar caro em qualquer estrada. Mas, em parte expressiva das rodovias brasileiras, uma falha humana, um problema mecânico ou uma saída de pista têm mais chance de terminar em morte ou ferimento grave por causa da própria infraestrutura.
É o que mostra a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, atualizado com dados de 2025. Segundo o levantamento da Confederação Nacional do Transporte, metade das rodovias públicas avaliadas no país apresenta baixo Índice de Perdão, indicador que mede o potencial da via de reduzir a gravidade das consequências de acidentes.
Na prática, isso significa que 42.052 km de rodovias sob gestão pública têm estrutura considerada insuficiente para "perdoar" erros dos motoristas ou falhas que possam ocorrer durante o deslocamento. Apenas 4,8% da malha pública analisada, o equivalente a 4.024 km, recebeu classificação de Alto Índice de Perdão.
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