Por que chineses passaram a trazer carros a combustão para o Brasil
Por que chineses passaram a trazer carros a combustão para o Brasil
As montadoras chinesas chegaram ao Brasil vendendo o futuro. Trouxeram carros elétricos e híbridos com desenho chamativo, muito equipamento e preços agressivos, o que ajudou a consolidar a imagem de que sua ofensiva por aqui seria diretamente ligada à eletrificação. Só que essa leitura começa a ficar velha.
Nos últimos meses, marcas chinesas passaram a mostrar que não querem disputar apenas o nicho dos eletrificados, responsável por 11% das vendas de automóveis e comerciais leves em 2025. Agora, elas querem também uma fatia do mercado mais tradicional - e muito maior.
É nessa chave que entram movimentos como o da Caoa Changan, que lançou o Uni-T, da GAC, que estreou o GS3, e da GWM, que já oferece no país o SUV Haval H9 e a picape Poer P30, ambos com motor diesel.
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A própria Caoa Chery, que já vinha trabalhando com modelos a combustão e híbridos, é prova de que a estratégia chinesa no Brasil nunca precisou ficar limitada à tomada.
A mudança de rota faz sentido em um país em que os eletrificados crescem, mas ainda não dominam o jogo. Em janeiro, eles responderam por 15% do mercado brasileiro de leves, segundo a ABVE. Em outras palavras: a maioria das vendas continua fora desse universo.
É exatamente essa conta que as chinesas parecem estar fazendo. De acordo com a Caoa Changan, os modelos a combustão representam hoje mais de 80% do mercado brasileiro de automóveis, e a intenção da marca é justamente brigar por essa fatia, não pelo nicho. A mensagem é bastante clara: depois de ganhar visibilidade com a eletrificação, chegou a hora........
