Por que carros dos 'super-ricos' deixam de ser os mais rápidos e potentes
Por que carros dos 'super-ricos' deixam de ser os mais rápidos e potentes
A indústria chinesa já aprendeu o caminho das pedras. Eles entenderam como fabricar carros capazes de impressionar quem sempre viu o alto desempenho como um cercadinho exclusivo de europeus e americanos. Hoje, o mercado está sendo invadido por SUVs elétricos com aceleração de esportivo e sedãs com potência de supercarro, superando os 1.000 cv. Na prática, a distância da ficha técnica para marcas como Porsche, Ferrari e Mercedes-AMG não só diminuiu, em muitos casos, ela sumiu.
O que ainda não se conquista com a mesma velocidade é o prestígio. Essa nova safra vinda da China prova que potência, telas de última geração e software deixaram de ser diferenciais raros. Mas o cenário também joga no colo de marcas como Avatr, Denza, Yangwang, Zeekr e Xiaomi uma pergunta incômoda: entregar números brutais é o suficiente para transformar o produto em objeto de desejo?
O Avatr 11, SUV elétrico da marca premium da Changan, ilustra bem esse nó. Vendido no Brasil na casa dos R$ 600 mil, o modelo entrega 578 cv e faz o 0 a 100 km/h em 3,9 segundos. Para ter esse mesmo desempenho em um Porsche Macan GTS elétrico, o interessado precisa desembolsar pelo menos R$ 800 mil. São R$ 200 mil de "pedágio" para ter o........
