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Latin NCAP: teste de colisão traz polêmica com critérios duros e notas zero

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21.01.2026

Responsável por avaliar a segurança dos carros vendidos na América Latina e no Caribe, o Latin NCAP convive, há anos, com controvérsias.

Resultados considerados baixos para modelos populares, testes feitos com versões diferentes das vendidas no Brasil e mudanças frequentes de protocolo colocaram a entidade independente de segurança viária, com sede no Uruguai, no centro de debates entre montadoras, imprensa e consumidores.

A partir de 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor uma nova atualização do protocolo de avaliação, válida até o fim de 2029, que endurece critérios e amplia o peso de itens como proteção de ocupantes no banco traseiro e sistemas avançados de assistência à condução. Para o Latin NCAP, trata-se de uma evolução necessária. Para parte da indústria, o modelo de avaliação segue gerando ruído.

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O novo ciclo mantém as quatro áreas que definem a nota final - Proteção de Ocupante Adulto, Infantil, Pedestres e Usuários Vulneráveis e Sistemas de Assistência à Segurança (ADAS) -, mas amplia e endurece praticamente todas elas.

Nos testes de ocupante adulto, os impactos lateral e lateral de poste passam a ser mais severos, com maior velocidade, barreira mais pesada e uso de um novo dummy, considerado mais biofiel. A grande novidade, porém, é a entrada definitiva do banco traseiro na avaliação: haverá análise específica da proteção dos ocupantes de trás em impactos frontal, lateral e traseiro, além de testes de chicotada cervical também para quem vai no banco traseiro.

Já em ocupante infantil, o Latin NCAP reduz o foco quase exclusivo no dummy de 18 meses e passa a usar um boneco de 10 anos, instalado em assento elevado. A ideia, segundo a entidade, é forçar melhorias estruturais reais na proteção lateral e frontal, inclusive para crianças maiores. A ausência de ISOFIX/i-Size e a impossibilidade de desligar o airbag do passageiro dianteiro passam a pesar ainda mais contra a pontuação.

A área de pedestres e usuários vulneráveis amplia o peso da Frenagem Autônoma de Emergência, com novos cenários, como detecção noturna de pedestres e ciclistas. E, nos ADAS, as provas ficam mais exigentes, com testes do alce em velocidades maiores, novos cenários para detecção de ponto cego e bônus para tecnologias como monitoramento do motorista, detecção de álcool e sistemas avançados de alerta de cinto.

O ponto central permanece: a menor nota entre as quatro áreas continua definindo o número final de estrelas. Um desempenho fraco em apenas um dos........

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