Igreja Universal se junta à Lagoinha e vira pauta de corrupção no WhatsApp
Igreja Universal se junta à Lagoinha e vira pauta de corrupção no WhatsApp
A operação Miragem, que a Polícia Federal deflagrou ontem contra o Digimais, banco controlado por Edir Macedo, reforça narrativas de que existe corrupção nas igrejas brasileiras. O alvo da operação, no debate público, ajudou a construção de um desenho que vinha sendo montado havia seis meses. Uma das maiores igrejas evangélicas do país, a Universal do Reino de Deus, acaba de entrar no debate sobre corrupção que já consumia a Igreja Batista da Lagoinha desde janeiro.
Fazendo uma análise comparativa do que circulou no monitoramento de mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp entre janeiro e junho, é possível classificar como o público enquadra a sequência de operações que atingiu estruturas ligadas a igrejas evangélicas, a Compliance Zero, envolvendo o Banco Master e a Lagoinha, e agora a Miragem.
O resultado mostra que a tese de perseguição religiosa foi residual no debate sobre o assunto. Apenas 2,9% das mensagens opinativas enquadram o cerco como ataque à fé.
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