menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Hoje, Brasil parecia time do interior contra o grandão da capital

12 0
26.03.2026

Hoje, Brasil parecia time do interior contra o grandão da capital

Eu até achei que seria um placar menos digno.

Afinal, enfrentar hoje a principal seleção do mundo, ainda mais contando com uma zaga completamente remendada, era tarefa das mais ingratas para o time de Carlo Ancelotti nesta quinta-feira.

PVCBrasil passa impressão de que pode não chegar bem

Brasil passa impressão de que pode não chegar bem

Carla AraújoSessão de hoje deixa evidente fissuras no STF

Sessão de hoje deixa evidente fissuras no STF

Josias de SouzaSupremo institucionaliza o império dos penduricalhos

Supremo institucionaliza o império dos penduricalhos

Dora KramerSTF amenizou, mas não acabou com os privilégios

STF amenizou, mas não acabou com os privilégios

Mas quem olhar apenas o 1 a 2 no placar pode cair numa armadilha perigosa: achar que o Brasil competiu de igual para igual.

E é aí que mora o engano.

Enquanto o jogo esteve 11 contra 11, o primeiro tempo foi um verdadeiro recital da França.

Toque rápido, movimentação constante, infiltrações nas costas da defesa...

Um time que parecia sempre um segundo à frente.

A seleção brasileira, por sua vez, mal respirava.

Vinícius Júnior e Raphinha foram praticamente figurantes, engolidos pela intensidade francesa.

A zaga brasileira, desentrosada, se via perdida no vai e vem do ataque rival.

E, dentro desse cenário, o 1 a 0 ao intervalo saiu barato, decidido num golaço de cobertura de Mbappé.

O jogo só muda de figura na etapa final com a expulsão de Dayot Upamecano, após falta em Wesley (um lance discutível, mas não dá para condenar o árbitro).

Com um a mais, o Brasil ganhou confiança e se lançou ao campo de ataque.

Só que havia um problema: do outro lado estava um time extremamente bem treinado.

A França recuou com organização e passou a jogar no erro brasileiro.

E foi assim que chegou ao segundo gol, em contra-ataque finalizado por Ekitiké, também por cobertura.

O Brasil até conseguiu descontar na base da insistência, com Bremer, após bola parada.

Mas, dali em diante, o que se viu foi uma posse de bola estéril: muito volume, pouca profundidade e nenhuma real sensação de perigo contra um sistema defensivo sólido, treinado há anos por Didier Deschamps.

Fica uma constatação dura: hoje, diante da melhor seleção do mundo, o Brasil parece um time pequeno do interior enfrentando um gigante da capital.

A diferença de intensidade, organização e maturidade salta aos olhos.

Mas nem tudo foi negativo.

O Brasil conseguiu, em muitos momentos, conter os avanços franceses sem ser massacrado em chances claras.

Houve uma certa capacidade de contenção, de fechar espaços, mesmo com peças pouco entrosadas.

Individualmente, também ficam sinais.

Luís Henrique, mesmo atuando no Zenit, mostra que precisa ser titular.

É, até aqui, o jogador que mais entrega na chamada "era Ancelotti".

Mas talvez a principal lição seja outra: o Brasil precisa urgentemente de um cérebro no meio-campo.

Um organizador de verdade.

Pode ser Lucas Paquetá, pode ser Raphinha mais por dentro em outra função...

Mas uma coisa parece cada vez mais clara.

Pelo nível de intensidade e exigência visto hoje, não há espaço mais espaço mesmo para amadorismo.

E, nesse cenário, torna-se ainda mais absurdo pedir Neymar, do jeito que está hoje, nesse time.

O futebol atual é um foguete.

Impossível de alguém acompanhar de patinete.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

Mesmo com 10 a França é melhor que o Brasil

Fantasias do torcedor: querer encarar a França e achar que solução é Neymar

Empresário morto em Interlagos: Polícia faz apreensões e ouve testemunhas

Itália vence Irlanda do Norte, espanta zebra e decide vaga na Copa na terça

Justiça do Rio anula sessão que elegeu novo presidente da Alerj


© UOL