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Fluminense perdeu a ótima chance de derrotar o Flamengo em crise. E agora?

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Fluminense perdeu a ótima chance de derrotar o Flamengo em crise. E agora?

Quem era o favorito antes do Fla-Flu decisivo do campeonato estadual do Rio de Janeiro? Para muitos, a maioria, creio, o time tricolor. Motivos? Ótima campanha, sequência como mandante - 18 jogos sem derrota, com 16 vitórias e um empate, contra o Vasco, 1 a 1, na semifinal do Carioca. Nada menos do que 32 gols marcados e só 6 sofridos. Não, Luis Zubeldía nunca perdeu como mandante pelo Fluminense.

Em contrapartida, os rubro-negros viviam um momento delicado, em crise após más atuações, um par de troféus perdidos (Supercopa e Recopa Sul-americana), troca de comando técnico e diretor de futebol sob risco de demissão com jogadores insatisfeitos. Para completar, o novo treinador, Leonardo Jardim, assumira quatro dias antes da decisão, com a missão de encerrar a sequência de taças desperdiçadas em 2026.

Era, sim, um panorama favorável ao Fluminense, que, com capacidade de investimento muito inferior à do rival, poderia, ou deveria, aproveitar a chance, afinal, do outro lado estava um time mergulhado em problemas. Faltou, no entanto, ímpeto, arrojo, coragem ao treinador argentino e seus comandados. Do outro lado, o português aproveitou o fato de mal ter chegado para adotar um pragmatismo que não seria tolerado em outro cenário.

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Resultado, um jogo ruim de lado a lado, com as duas equipes buscando anular os pontos fortes dos oponentes. E isso foi ruim para o Fluminense, que não pressionou como se imaginava que poderia fazer ante sua torcida muito mobilizada diante da clara oportunidade. Deixar a decisão chegar aos penais foi óbvio risco.

Desde que Rossi estreou no Flamengo, 46,1% dos pênaltis contra o time não foram convertidos, com 37,5% sendo defendidos. No lado tricolor, com Fábio na meta não entraram 23,3% das penalidades máximas cobradas contra ela. Ao não evitar que a final seguisse como vimos, foi perdida a chance de ferir o tradicional adversário e ganhar nos 90 minutos, pois na decisiva disputa, deu certa lógica, se é que ela existe em tais contextos.

Mas o trabalho de Zubeldia é bom. Sim, de fato, o time foi mal contra o Vasco também, na semifinal, uma semana antes. Contudo, não vale a pena resumir as perspectivas da equipe a esses dois jogos e à eliminação diante dos mesmos vascaínos na Copa do Brasil, em dezembro. Curiosamente, o Fluminense tem se saído melhor em pontos corridos, faltam ajustes, mas o que vem sendo feito tem conteúdo e pode melhorar. Cabeça fria é preciso.

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