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Pedra sobre pedra, contrato sobre contrato

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21.01.2026

Sócio do Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e mestre em direito pela Harvard Law School

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Nas catedrais bem construídas, não é preciso saber rezar. Basta sentar-se, respirar fundo e olhar ao redor: o silêncio ganha forma, o espírito se expande e os desejos do corpo recuam. Algo ali nos desloca do imediato e nos reconcilia com a ideia de permanência.

Isso vale também, à sua maneira, para os grandes templos da Antiguidade –gregos, romanos, egípcios– e até para as pirâmides, que eram túmulos e, ao mesmo tempo, declarações públicas de poder, ordem e continuidade. Foram obras concebidas por gente de saber enciclopédico, erguidas ao longo de décadas ou séculos, e "aperfeiçoadas" por milênios de uso, ruína e restauração. Tornaram-se símbolos do que humanos conseguem fazer quando trabalham para além do próprio horizonte.

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E isso ocorreu em épocas em que, como lembraria Newton, a chance de subir nos ombros dos antepassados para ver mais longe era escassa. O saber acumulado circulava pouco, a memória institucional era frágil e o registro era caro: só uma pequena parcela era letrada. Havia muito conhecimento –filosófico, teológico, artístico–, mas raramente........

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