menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Trump personaliza velho slogan da Coca-Cola: isso é que é

7 13
07.02.2026

Jornalista, é autor de "Notícias do Planalto"

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Donald Trump é repulsivo, fisicamente repulsivo. Aquele olhar de viés que põe o interlocutor de joelhos. Aquele cabelo ralo esculpido com laquê. Aquelas nádegas disformes, disfarçadas por calças em que cabem patas de elefante. Aquele esgar de desprezo, as mãozinhas infantis, os dedos de salsicha, a empáfia massiva e compacta, o Donald dá nojo.

Nos anos 1970, Alfredo Bosi, o falecido crítico literário, disse uma vez na sala de aula que o slogan de então da Coca-Cola sintetizava o que o capitalismo tinha a oferecer às gentes, ao mundo, à vida: isso é que é. A realidade é assim mesmo: Coca-Cola, conformem-se, não há o que fazer.

É semelhante a melancolia que assalta o espírito do espectador de "Melania" quando o espaçoso Donald se espalha pela tela: isso é que é. Tudo o mais não conta, dispensa análise e entendimento, porque sua obtusa imagem corresponde a uma prática bruta. O que dizer de figuras como Hitler, Mussolini, Bolsonaro? Nada. Está na cara que são fascistas.

O que se passa com Eva Braun, Clara Petacci e Michelle Bolsonaro é o inverso. Diversas entre si, elas cabem na mesma fantasia sadomasoquista: são divas perversas, medusas diante das quais brutamontes se prostram, deliciados, e........

© UOL