Trump personaliza velho slogan da Coca-Cola: isso é que é
Jornalista, é autor de "Notícias do Planalto"
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Donald Trump é repulsivo, fisicamente repulsivo. Aquele olhar de viés que põe o interlocutor de joelhos. Aquele cabelo ralo esculpido com laquê. Aquelas nádegas disformes, disfarçadas por calças em que cabem patas de elefante. Aquele esgar de desprezo, as mãozinhas infantis, os dedos de salsicha, a empáfia massiva e compacta, o Donald dá nojo.
Nos anos 1970, Alfredo Bosi, o falecido crítico literário, disse uma vez na sala de aula que o slogan de então da Coca-Cola sintetizava o que o capitalismo tinha a oferecer às gentes, ao mundo, à vida: isso é que é. A realidade é assim mesmo: Coca-Cola, conformem-se, não há o que fazer.
É semelhante a melancolia que assalta o espírito do espectador de "Melania" quando o espaçoso Donald se espalha pela tela: isso é que é. Tudo o mais não conta, dispensa análise e entendimento, porque sua obtusa imagem corresponde a uma prática bruta. O que dizer de figuras como Hitler, Mussolini, Bolsonaro? Nada. Está na cara que são fascistas.
O que se passa com Eva Braun, Clara Petacci e Michelle Bolsonaro é o inverso. Diversas entre si, elas cabem na mesma fantasia sadomasoquista: são divas perversas, medusas diante das quais brutamontes se prostram, deliciados, e........
