Próximo a EUA, pragmático com China: os planos de Flávio para a diplomacia
Próximo a EUA, pragmático com China: os planos de Flávio para a diplomacia
Uma diplomacia voltada para o comércio e o interesse nacional, com relações mais próximas com os Estados Unidos e a Argentina, com quem hoje o Brasil enfrenta dificuldades. Mas que não hostilize e trate com pragmatismo o principal parceiro comercial do Brasil, a China, com quem o país acumulou incidentes diplomáticos durante o governo de Jair Bolsonaro. É assim que o entorno de Flávio Bolsonaro propagandeia o que deve ser a política externa em um eventual governo do presidenciável do PL.
A nova política externa do bolsonarismo se pretende menos ideológica e desorganizada do que foi a gestão do chanceler Ernesto Araújo, embaixador e discípulo do ideólogo Olavo de Carvalho que primeiro ocupou o posto no governo Jair Bolsonaro. "Ele tinha boas ideias, mas não tinha uma moldura, um plano", diz um dos auxiliares de Flávio, sob reserva.
Mas nem tão pragmático, institucional e pouco político quanto o de Carlos França, que substituiu Ernesto e desagradou integrantes do núcleo do movimento, como o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, por não ter impulsionado os interesses da gestão em países como os Emirados Árabes Unidos e não ter se posicionado em favor de Bolsonaro na tese de fraude eleitoral, que desaguaria em uma tentativa de golpe de Estado e levaria à condenação de Jair a mais de 27 anos de prisão.
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Em março, quando discursou na maior conferência conservadora dos EUA, a CPAC, nos EUA, Flávio pareceu sinalizar para um alinhamento total com os EUA e um distanciamento em relação à China. "Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região impossível", disse o candidato do PL, caracterizando sua vitória como a de um aliado e a de Lula, como a de um adversário dos EUA.
No mesmo discurso, ele disse que o Brasil seria a solução para que os EUA deixassem de depender da Ásia para obter minerais críticos, como terras raras. O Governo Lula não entrou em um grupo lançado pelo Departamento de Estado em fevereiro, para o qual mais de cinco dezenas de países foram convidados, para desenvolver tecnologia de exploração e refino dos minerais, criar um estoque estratégico para controle de preço e excluir a China da cadeia de comércio.
A decisão, para o entorno de Flávio, não foi incorreta, já que por ter a segunda maior reserva de terras raras do mundo, o Brasil teria condição de negociar melhores condições de parceria. "Temos uma posição de força nesse caso, pelas nossas riquezas, mas precisamos da tecnologia dos americanos, podemos negociar com eles para que parte do beneficiamento aconteça no Brasil. O que não queremos é vender minério bruto para ninguém, como fazermos hoje com a China", disse um auxiliar de Flávio que participou diretamente da elaboração dos planos de política externa da campanha do PL, ecoando restrições da atual administração brasileira sobre a exportação de minério bruto.
Em maio, em visita a Trump no Salão Oval, o senador pediu a designação das facções brasileiras CV e PCC como organizações estrangeiras terroristas e se comprometeu a colocar o país no grupo "Escudo........
