Complicado: Wagner Moura faz público sofrer para torcer contra Ethan Hawke
A gente é bairrista, ufanista, brasileiro com muito orgulho e muito amor e mais tudo aquilo que quem se diz patriota não é (eles gostam mesmo é de Orlando). Mas se tem uma coisa que a geração dos anos 1980 sabe admirar com apreço é galã de Hollywood.
Eu não sei se foi a revista Capricho que ensinou a objetificar homem como "colírio", ou se é a safadeza institucionalizada de uma geração. O fato é que enquanto a ala masculina dividia revista Playboy nas rodinhas, essas adolescentes cresceram com o conceito de pôster de homem seminu na parede do quarto. Sim, o dormitório de camas de ferro Giorgio Nicole cor de rosa nos anos 1990 tinha a sutileza de uma borracharia. Podemos fingir que não estávamos lá, mas nossos dedos são testemunhas da quantidade de fita adesiva gasta na pitoresca decoração.
Então tá bom. Todo mundo lembra do Brad Pitt em "Thelma e Louise" (1991), calça jeans, chapéu branco, secador na mão. Todo mundo acompanhou a ascensão do outro lá (Tom Cruise) que fazia filme de vampiro com ele. Todo mundo gostou do menino do colégio que copiava o corte de cabelo de Leonardo di Caprio em "Romeo Julieta". Podia até ser mais descoladinha: aí aposto que estava namorando em segredo com o Troy de Ethan Hawke dedilhando um violão com a boca em "Reality Bites" (1994). Do cinema para sessão da tarde, o que não faltou foi suspiro e revista recortada.
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