Trump acusa conspiração da China enquanto lança uma contra o Brasil
Trump interfere na eleição no Brasil e acusa China de fazer o mesmo nos EUA
Há uma ironia difícil de ignorar quando um presidente defende a "liberdade de expressão" pedindo que se calem as emissoras que não quiseram amplificar o seu discurso — ainda mais um discurso conspiracionista que atenta contra os fatos. Foi isso que Donald Trump fez na noite de ontem ao falar em horário nobre na Casa Branca sobre a suposta "integridade das eleições".
Sim, parece o Brasil de 2022, mas são os Estados Unidos de 2026.
Trump usou a força do cargo para repetir, sem provas, que a China teria acessado ilegalmente milhões de registros de eleitores para manipular eleições nos EUA. E que ele ganhou a eleição de 2020, não Joe Biden, reforçando uma recorrente e infundada obsessão. Quer, com isso, pressionar a aprovação de um polêmico projeto que pode dificultar o acesso a eleitores de determinadas regiões ao voto. Está preocupado com as eleições legislativas de novembro, quando pode perder o controle da Câmara e do Senado, e quer garantir que isso não aconteça.
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