Defender o jornalismo exige separar profissionais de farsantes
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Acho saudável o debate levantado pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercício da profissão. Interditar o debate sobre critérios para garantir as prerrogativas constitucionais de nossa profissão, evitando que elas sejam usadas para o cometimento de crimes, é não compreender a própria essência do jornalismo, pilar da democracia.
Em síntese: discordo que o diploma seja a única porta de entrada para o exercício da profissão, mas avalio que um caminho possível seja a criação de uma estrutura na sociedade civil, sem a ingerência de governos e empresas, para evitar que co omportamento antiético seja chancelado usando as prerrogativas do jornalismo. Diploma não cria jornalista, mas autodeclaração muito menos.
Sou professor de jornalismo há 26 anos e defendo a importância da faculdade como espaço de discussão e reflexão sobre os métodos e princípios da profissão, principalmente como espaço para debate sobre a ética jornalística. Faculdades, pelo menos aquelas que não são caça-níqueis, precisam ser locais para analisar os erros do jornalismo e, a partir daí, melhorar a profissão. Coisa que nem sempre acontece nas redações.
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