Crise climática mata, mas não rende o palanque da anistia a golpistas
Perdoar golpistas ocupa mais eleição do que salvar vidas da crise climática
Três pessoas morreram em São Paulo e outras duas no Rio de Janeiro ontem, após rajadas de vento que chegaram a 125 km/h e deixaram um rastro de destruição. Eventos extremos, como o avanço da frente que se desprendeu da tempestade no Sul e rumou para o Sudeste, estão se tornando mais e mais frequentes com a mudança no clima causada pelo aquecimento global.
Mas este, que é nosso maior desafio, não apenas como país, mas como espécie, conta com menos espaço na discussão eleitoral do que temas como a anistia a quem tentou dar um golpe de Estado — pauta que tem sequestrado a atenção nacional como se fosse prioridade do povo.
O tema não entrou na pauta das eleições e, ao que tudo indica, será presença lateral na campanha, provavelmente introduzido, aqui e ali, por jornalistas em entrevistas, sabatinas e debates, mas sem provocar constrangimentos a quem responder com um bando de platitudes inúteis. Até porque a experiência mostra que ele não virou prioridade nem quando o eleitorado esteve embaixo d'água meses antes.
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