Copa: Escravidão de adolescentes lembra lado sombrio do futebol brasileiro
Copa: Escravidão de adolescentes lembra lado sombrio do futebol brasileiro
O Brasil para hoje para ver a estreia da seleção masculina diante do Marrocos na Copa da América do Norte. Neste momento, em que o país se volta para o seu futebol, discutindo como garantir que ele tenha um futuro, há crianças e adolescentes nas categorias de base, que torcem para ser o próximo Endrick, Estevão ou Vini Jr, mas que acabam sendo enganadas e superexploradas. Ao longo do tempo, até casos de trabalho análogo ao de escravo com resgates de adolescentes vêm sendo registrados pelas autoridades.
Clubes e atravessadores não raro se aproveitam do sonho dos jovens e da necessidade de famílias pobres para atropelar a lei. Há um intenso fluxo migratório, de um estado a outro, de uma cidade a outra, em busca de uma chance e aí surgem casos que saem das editorias de esportes e ganham as páginas policiais. Trago alguns exemplos.
Sete jovens de 15 a 23 anos de famílias pobres do Pará, Minas Gerais e Santa Catarina, aliciados por "olheiros" que prometiam oportunidade de formação e profissionalização no Levi Futebol Clube, em Teutônia (RS), foram resgatados do trabalho análogo ao de escravo em dezembro de 2022. A operação foi realizada pela Inspeção do Trabalho, pelo Ministério Público do Trabalho, pela Vigilância em Saúde do Trabalhador e pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social.
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Alojamento, alimentação, estrutura para treinos, participação no Campeonato Gaúcho e contratação em clubes expressivos faziam parte das promessas. Contudo, além de pagar uma taxa ao "olheiro" e ao clube e bancar seu deslocamento até o município, eles mesmos tinham que arcar com R$ 700 por mês por alojamento, alimentação e treinamento. Os maiores de 18 anos........
