Ameaça ao Planalto escancara o terrorismo que extremistas preferem ignorar
Ameaça ao Planalto escancara o terrorismo que extremistas preferem ignorar
A revelação de que um grupo extremista articulava, por meio de aplicativos de mensagem, a explosão do Palácio do Planalto e um atentado contra o local onde seria realizado um debate presidencial do segundo turno é um choque de realidade que o Brasil não pode se dar ao luxo de ignorar. Não se tratava de provocação de jovens onanistas desocupados na internet, mas do planejamento estruturado de atos de violência política e terrorismo.
A investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, com o apoio do Ministério da Justiça e do laboratório Ciberlab, revelou que os envolvidos trocavam a planta baixa do Palácio do Planalto, mapas do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, além de manuais para fabricação de explosivos e coquetéis Molotov, como mostrou ontem o Fantástico, na TV Globo.
Um grupo maior no Telegram, com mais de 600 integrantes, servia para disseminar neonazismo, misoginia e discurso de ódio. Já um núcleo restrito de 46 pessoas organizava instruções táticas para a execução dos ataques.
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