Sabe aquele nodulozinho no pulmão que dizem ser nada? Cuidado com ele!
Sabe aquele nodulozinho no pulmão que dizem ser nada? Cuidado com ele!
A história contada por um trabalho apresentado no encontro anual da Asco (American Society of Clinical Oncology) impressiona porque todo mundo já soube de um caso parecido: 546 latino-americanos acima de 35 anos fizeram um exame de imagem de tórax por um motivo qualquer, talvez por mero check-up. E não é que descobriram sem querer um nódulo pequenino no pulmão?
Explico o que seria "pequenino" nesse contexto: os pesquisadores não levaram em consideração nódulos miúdos demais, com até 5 milímetros. "Porque, aí, a possibilidade de infecção granulomatosa seria maior", justifica Danilo Lopes, diretor médico da área de oncologia, onco-hematologia e doenças raras da farmacêutica AstraZeneca, no Brasil. Ele é um dos autores e se refere a doenças das quais, para se defender, o organismo forma agrupamentos de células de defesa em torno do agressor. Ora, não era o que Lopes e seus colegas buscavam.
Portanto, eles ficaram de olho em nódulos entre 6 milímetros e 3 centímetros, faixa encontrada nos participantes do estudo, vindos de 16 centros do México, de países da América Central, da Argentina e do Brasil. Aliás, oito em cada dez indivíduos da amostra eram brasileiros.
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"Bolotas" acima de 3 centímetros na imagem também não valeriam para o estudo. Com um tamanhão desses, provavelmente é câncer e ponto. O problema é que, com nódulos menores, as pessoas voltam para casa tranquilas. Ainda mais pensando que 40% dos participantes nunca acenderam um cigarro na vida. Entre o restante, 45% tinham sido fumantes no passado e apenas 15% continuavam dando suas tragadas. "Ainda assim, a maioria, ou 70%, não tinha sinais de DPOC, a doença pulmonar obstrutiva crônica. Por ser uma inflamação constante, ela aumenta o risco de tumores", observa Lopes.
Com esse perfil, costuma-se achar que aquele nódulo não deve ser nada. Ah, sim, 78,2% dos participantes também não tinham casos de câncer de pulmão na família (se bem que o histórico familiar pesa menos nesse tipo de tumor). Indagados se tiveram uma infecção respiratória para justificar a imagem, eles podem ter se lembrado de algum episódio. Conclusão........
