Gordura no fígado: uma pandemia perigosa em crianças de 5 a 10 anos
Gordura no fígado: uma pandemia perigosa em crianças de 5 a 10 anos
Se você ver por aí um menino ou uma menina de seus 5 ou 6 anos com corpinho rechonchudo, você se preocuparia com o fígado dessa criança? Pois talvez devesse. No início deste mês, foi lançado o World Obesity Atlas 2026, da Federação Mundial de Obesidade, que neste ano focou nas crianças e nos adolescentes.
Muito já se falou sobre esse documento nos últimos dias: no mundo um em cada cinco jovens entre 5 e 19 anos está acima do peso. No ritmo de crescimento atual do problema, estima-se que, daqui a menos de quinze anos, em 2040, 507 milhões de garotos e garotas terão sobrepeso ou obesidade, já sofrendo complicações por causa disso. Mas uma informação contida no Atlas, estarrecedora, passou quase batido e dizia respeito à MASLD, sigla em inglês para "doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica". Os médicos pronunciam "más-el-dí".
Vamos lá: hoje mesmo, já são 98 milhões de crianças no planeta com gordura infiltrada nas células do fígado, que é como a tal MASLD começa, e isso só por causa do sobrepeso e da obesidade. Ou seja, nesse número gigante não contam outras causas da doença que acomete esse órgão vital. E, sim, nesse ponto o Atlas se refere só a crianças mesmo, entre 5 e 10 anos de idade.
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No Brasil, 4 milhões de meninos e meninas nessa faixa etária estão com o fígado nessa situação triste, mas que não dói, não dá sinais, embora alguns pequenos já apresentem até fibroses. Calcula-se que, no nosso país, serão 7 milhões de crianças com o fígado comprometido em 2040.
"A MASLD já é a principal doença hepática na infância", afirma a hepatologista pediátrica Renata Seixas, do Hospital da Criança de Brasília, instituição pública que é referência na área. "E não só a população leiga, mas os próprios profissionais de saúde não fazem a menor ideia do que se trata e do tamanho do perigo quando ela é tão precoce ", diz a médica pernambucana que faz parte da diretoria da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), onde também integra o Departamento Científico de Hepatologia.
Segundo ela, por diversas causas, de doenças raras que interferem no metabolismo a hepatite C, passando por doença celíaca, entre 5% e 10%........
