Brasileiros produzem neurônios em laboratório para entender o autismo
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É preciso humildade para falar de autismo e saber que é como estar diante de um oceano, que você nunca conseguirá segurar com as mãos em concha dizendo "então é isto ou é aquilo".
Não só porque se trata de um espectro — o transtorno do espectro autista, ou simplesmente TEA— que abrange desde pessoas com autonomia a outras que precisam de suporte intenso, mas também pela imensa diversidade de apresentações que, até praticamente anteontem, ou melhor, até 2013, eram tidas como coisas diferentes, como síndrome de Asperger, síndrome de Heller, síndrome de Kanner e por aí vai.
Por outro lado — o lado da ciência — é preciso ousadia para estudar os genes por trás dessa vastidão conhecida por TEA. Fazendo jus a tanta diversidade, podem ser muitos genes envolvidos e, mesmo quando um só gene predomina, cada mutação nele é capaz de se refletir de um jeito diferente dentro daquele espectro.
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E eu diria até que é preciso ousadia extra para usar uma simples amostra de sangue de pacientes com TEA para, dali, coletar células e reprogramá-las a fim de entender um pouco mais essa história.
O que se quer dizer com reprogramação celular: fazer o ponteiro do relógio andar para trás a ponto de as células da amostra sanguínea virarem pluripotentes, ou seja, capazes de se transformar em células de qualquer parte do corpo, como as do embrião nos primeiros dias de vida. Para, daí, induzi-las a, diante dos olhos dos pesquisadores, mostrar como foram os primeiros passos do desenvolvimento cerebral daquela criança com TEA.
Foi exatamente isso o que fizeram cientistas do Idor (Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino), em Salvador, e da Fiocruz Bahia, com o apoio da Fundação Maria Emília. Eles conseguiram transformar células do........
