Alheia à Copa, fronteira terrestre México-EUA transpira tensão e frustração
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Os quatro amigos olham apreensivos uns para os outros. O grupo é formado por cinco. Gildardo, Antonio, Juan, Alex e Manuel. O último ficou para trás. E foi levado para uma sala depois de ficar 25 minutos sendo questionado pelo agente de imigração diante de todas as outras pessoas que estavam na fila. "Onde você estava em abril? Ei, veja aqui a foto, você estava em tal lugar em maio. Então onde estava exatamente? Por que? Como? Quando?", perguntava com voz firme o policial Charlie (nome fictício), navegando pelo celular do próprio Manuel.
Depois de tudo isso, Manuel foi levado para uma salinha fora daquele ambiente. Os amigos já tinham passado e estavam em solo norte-americano, sentados em um banco de cimento em frente ao muro que dizia Juárez-Lincoln, Border Protection, Laredo (Texas). Alguns minutos depois, apareceu o Manuel. "Não foi nada, não foi nada, eles só queriam tomar novamente minhas impressões digitais, a de um dos dedos não estava pegando direito", contou, sorrindo. O sotaque do Manuel era o mais difícil para mim.
Todos eles tinham visto americano válido e um papelzinho azul, como se fosse um canhoto. Lá, aparecia o nome da empresa contratante, o endereço em que iam ficar nos Estados Unidos e o valor a receber por hora trabalhada (na casa de US$ 13, aproximadamente R$ 65). Quando cruzam a fronteira, recebem uma permissão temporária de trabalho.
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