Ultrapassagem, classificação, largada: o que mais preocupa a F1 após testes
Ultrapassagem, classificação, largada: o que mais preocupa a F1 após testes
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Em uma temporada normal, saímos dos testes de pré-temporada falando sobre quem parece estar na frente, quem está com problemas. Em um ano de tantas mudanças no regulamento, a F1 também está indo para a primeira corrida da temporada estudando o que fazer caso as novas regras simplesmente não funcionem.
Não é nenhuma surpresa, é importante que se diga: desde que a nova unidade de potência foi aprovada com uma divisão de cerca de 50/50 entre energia elétrica e potência do motor térmico, uma série de medidas foi tomada para que isso não significasse apenas a vontade das montadoras para investir no esporte, mas também boas corridas.
Depois de testes nos circuitos de Barcelona e do Bahrein, deu para ver na prática como pontos importantes estão preocupando pilotos e equipes, e a FIA já está avaliando o que pode ser mudado.
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Ultrapassagens são difíceis
Esse é o principal ponto de discussão. Os carros não terão mais o DRS para ajudar na ultrapassagem. Os pilotos vão abrir as asas dianteira e traseira em todas as retas, a todo momento, e a primeira consequência disso é que o vácuo se torna menos efetivo.
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A ajuda para as ultrapassagens vem da energia elétrica: o piloto que passa no ponto de detecção a menos de 1s do rival pode usar a potência total da bateria por toda a reta, ao contrário do carro que está à frente dele, que vai perdendo bateria ao longo da reta. No entanto, ele pode se defender usando o botão de boost.
O que vimos nos testes foram situações em que o piloto que está atrás até consegue chegar perto na freada, mas não consegue passar. É bem verdade que espera-se que, com esses motores, seja mais comum ver ultrapassagens na reaceleração dos carros do que antes, mas de qualquer maneira é uma preocupação.
"Nas poucas situações em que me encontrei tentando ultrapassar, foi muito difícil. Portanto, espero que seja um grande desafio este ano", disse Charles Leclerc quando perguntado pelo UOL Esporte sobre as ultrapassagens.
"Agora você está pilotando com as asas abertas na reta", lembrou Max Verstappen. "Então, em termos de ultrapassagem, você precisa tentar usar a energia disponível. Mas você não tem muita. A bateria é fraca, então sua capacidade é limitada. Então não será fácil. E devo dizer que, quando estou seguindo outros carros, quando estou bem perto de um deles, também não é muito fácil. Certamente não é melhor do que no ano passado."
A FIA tem maneiras de limitar mais a velocidade do piloto que não tiver o modo ultrapassagem, aumentando a diferença entre ele e quem vem atrás. A possibilidade que está sendo estudada é limitar a energia a 200 kW para a reta inteira enquanto quem tem o modo ultrapassagem ativado ou usa o boost pode usar o total de 350 kW.
São portas que foram deixadas abertas no regulamento justamente para resolver esse tipo de problema.
Largadas são lentas e caóticas
Um ponto muito testado na última semana do Bahrein foram as largadas, mais complicadas neste ano porque a unidade de potência agora não tem o gerador que controlava o turbo. Então os pilotos têm que alimentar a turbina parados no grid por cerca de 10s e, se não conseguem fazer isso, correm o sério risco de ver o motor morrer.
Principalmente motores como o da Audi, que optou por um turbo maior. A Ferrari e, em menor medida, a Red Bull, fizeram a opção contrária, têm um turbo menor e que gira mais rápido, e isso ajuda nos primeiros metros da prova.
A bateria só começa a ser usada aos 50 km/h, então o arranque é muito mais lento do que estamos acostumados. Isso, inclusive, pode ser revisto.
A questão é: pode ser perigoso? Perguntado pelo UOL Esporte, Lewis Hamilton disse que não e foi apoiado por Max Verstappen, que sentava ao seu lado. Um tem motor Ferrari e o outro, Red Bull. Valtteri Bottas, que também usa motor Ferrari, mas sabe que vai largar nas últimas posições com a caçula Cadillac, ponderou que pode não haver tempo para pilotos como ele prepararem o turbo.
Mas, fora dos microfones, outros pilotos demonstraram preocupação com a possibilidade de acidentes se carros ficarem parados no grid.
Classificação nem sempre com pé embaixo
Ainda que muitas vezes isso não fique claro para quem está assistindo, corridas de F1 sempre exigiram algum nível de administração do equipamento. Não fosse assim, um dos maiores campeões da história, Alain Prost, com quatro títulos em uma era extremamente competitiva, não teria 'Professor' como apelido, justamente por saber usar a cabeça para chegar até o final das corridas nos anos 1980.
No entanto, o mesmo não vale para a classificação. É verdade que, em alguns circuitos, os pilotos tentam não forçar tanto na primeira freada por exemplo para terem pneus em ótimas condições no final da volta, mas nada no nível de administração que pode ser necessário com em 2026, a ponto dos pilotos terem que fazer lift and coast (tirar o pé do acelerador antes de frear) para recarregarem suas baterias em algumas pistas.
Mudar os limites de carregamento sem lift and coast é uma saída que está sendo estudada, e este promete ser um tema na prova de abertura do campeonato, em que há poucas freadas para ajudar na recuperação de energia.
Para a FIA, o importante no momento é ouvir a todos e fazer as mudanças necessárias. "Isto é uma maratona, não uma corrida de curta distância. Espero sinceramente que o GP da Austrália seja emocionante, mas não creio que seja o GP que vai ditar as regras", ponderou o chefe de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis.
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