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Esporte sem bets: quem vai ocupar a maior vitrine do Brasil?

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Esporte sem bets: quem vai ocupar a maior vitrine do Brasil?

Uma das categorias que mais comprou atenção e influência no Brasil está deixando o campo, pelo menos até segunda ordem. Já está correndo o prazo para a retirada das marcas de bets de camisas, placas, estádios e demais espaços de exposição, após a Medida Provisória publicada no último dia 25 proibir a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no país.

Só a Betano investe R$ 268,5 milhões por ano no Flamengo, no maior contrato de patrocínio da história do futebol brasileiro. São R$ 895 milhões em 40 meses. Para dimensionar o salto: a patrocinadora anterior, Pixbet, pagava R$ 125 milhões por temporada. Em uma troca, o valor anual mais que dobrou.

Tem quem olhe para essa ruptura pela ótica da crise. Mas ela abre uma baita janela no mercado publicitário: para os clubes, a chance de construir relações mais confiáveis com patrocinadores e torcedores; para as marcas, a oportunidade de ocupar uma das vitrines mais poderosas do país, movida por paixão, identidade e pertencimento.

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O mais interessante agora não é só procurar quem tem dinheiro para ocupar esses espaços. É aproveitar o movimento para reconstruir o modelo de patrocínio esportivo e o tipo de conexão que ele estabelece com as pessoas.

O clube não vende apenas espaço

O futebol brasileiro já demonstra preocupação com a conta. Mas é bastante hipócrita reduzir a discussão à perda de receita.

Um clube não oferece apenas centímetros de camisa. Oferece acesso a uma relação construída durante décadas, às vezes mais de um século. Paixão, identidade, memória, rivalidade, comunidade e pertencimento entram no pacote.

A ciência fez o cálculo desse ativo. Em 2025, uma........

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