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Nobel de Economia premia teorias que já não explicam tudo

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14.10.2026

Nobel de Economia premia teorias que já não explicam tudo

O Prêmio Nobel de Economia em 2026 foi concedido a dois acadêmicos americanos, cujas teorias, formuladas há mais de 20 anos, estão em declínio até mesmo no meio dominante do pensamento econômico, embora ainda mantenham prestígio entre os economistas mais conservadores.

Este não é um fato incomum no Nobel de Economia. Por muitas vezes basear a premiação em trabalhos produzidos originalmente há muito tempo, as teorias laureadas nem sempre representam, no momento do anúncio do prêmio, a última palavra em economia.

Entrou para a História a premiação, em 1997, de Myron Scholes e Robert Merton, por formulações matemáticas para operação em mercados de derivativos financeiros. Os dois operavam um grande fundo de hedge (derivativos) que quebrou espetacularmente em 1998, no período das grandes crises cambiais da Ásia e da Rússia, obrigando à intervenção do Fed (Federal Reserve, banco central americano), para evitar uma crise sistêmica no mercado financeiro e bancário americano.

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Robert Hall, 83 anos, da Universidade Stanford, e Michael Woodford, 71 anos, de Columbia foram laureados por desenvolverem "fundamentos microeconômicos para a estabilização macroeconômica", conforme resumiu o comunicado de anúncio da premiação.

Os dois economistas foram pioneiros nas pesquisas para a construção de modelos matemáticos com o objetivo de explicar, gerenciar e antecipar crises econômicas, com base no comportamento previsto dos agentes econômicos — consumidores, trabalhadores e empresas.

Esses modelos, conhecidos pela sigla........

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