Com Flávio Bolsonaro, economia daria salto no escuro, pelo que já se sabe
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É improvável, ainda que não impossível, uma vitória do presidente Lula sobre o oposicionista Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, marcada para 25 de outubro. A onda de direita que varreu o país nas eleições gerais deste domingo (4) é uma eloquente causa dessa improbabilidade.
Se eleito, numa virada histórica e com ares de milagre, Lula governaria mais quatro anos sob uma oposição altamente majoritária no Congresso. Seu poder de sedução e negociação seria testado ao limite nessa sua despedida. Não seriam anos fáceis, nem com resultados, em princípio, promissores.
Também não serão anos fáceis se Flávio Bolsonaro subir a rampa do Palácio do Planalto em janeiro, como é o mais provável no momento. Se ele cumprir as promessas de campanha, será um salto no escuro.
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São grandes, por exemplo, as chances de que a economia, marcada por uma política de austeridade fiscal exacerbada, revisões em estratégias de comércio exterior e realinhamento de preços de combustíveis, encaminhe-se para um período de baixo crescimento ou mesmo recessão.
Além de um tesouraço nas contas públicas, com a retomada da estratégia dos "3Ds" não concluída pelo ex-ministro de Jair Bolsonaro Paulo Guedes — desvincular receitas de gastos; desindexar reajustes do salário mínimo, do salário de servidores etc.; e desobrigar despesas obrigatórias —, a principal proposta de........
