Se ET de Gilmar viesse ao país, veria que STF não virou 'vidraça' à toa
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O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), resolveu tornar público outro dia seu incômodo com as críticas desferidas contra a corte e alguns de seus ministros, inclusive ele mesmo, por boa parte da chamada "mídia tradicional".
"Caso um alienígena chegasse ao Brasil e acompanhasse apenas o noticiário dos últimos dias, ele provavelmente imaginaria que todos os problemas do país se restringem ao Supremo", afirmou Gilmar durante sessão solene realizada para celebrar os 135 anos da instituição no período republicano, realizada no fim de fevereiro, em Brasília.
"É de se lamentar que setores do jornalismo profissional, que até ontem nos tratavam como a última barreira contra a barbárie, hoje pareçam tomados por um mau humor institucional crônico, dedicando-se a converter decisões técnicas em escândalos artificiais", acrescentou o decano.
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Pela fala de Gilmar, a transformação do STF em alvo preferencial dos apupos da imprensa seria uma tentativa mal-intencionada de colocar a instituição na berlinda. Seria também uma injustiça, pelo papel de "salvador da pátria" que o Supremo teria desempenhado em defesa da democracia, contra a suposta tentativa de golpe de Estado que teria sido implementada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.
O próprio ministro Luiz Fux expôs em seus votos, amparado na Constituição e nos códigos legais, as inconsistências das ações que levaram à condenação de Bolsonaro e de alguns de seus aliados mais próximos. Ele também contestou a imposição de penas desproporcionais aos envolvidos nos "atos antidemocráticos" de 8 de Janeiro, que, na opinião de muitos juristas e analistas, não passaram de um quebra-quebra, como outros semelhantes ou até mais graves cometidos pela esquerda nas últimas décadas.
Mas, mesmo que se considere, para efeito de raciocínio, que o STF realmente desempenhou o papel de "paladino da democracia" — o que está longe de ser uma unanimidade nacional, ainda que essa visão tenha sido avalizada por grandes veículos de comunicação — isso não confere à instituição um salvo-conduto para fazer o que quer e bem entende.
Tampouco serve como uma blindagem permanente da corte contra o escrutínio da imprensa e dos cidadãos, dentro do princípio da liberdade de expressão, que deveria ser considerado como cláusula pétrea da Carta de 1988, imune a revisões casuísticas perpetradas em nome de uma suposta "defesa da........
