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Luana Piovani, o sindicato e a campanha contra a autonomia do BC

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01.07.2026

Luana Piovani, o sindicato e a campanha contra a autonomia do BC

O vídeo publicado pela atriz Luana Piovani no Instagram —pelo qual ela recebeu um cachê de R$ 300 mil do sindicato dos servidores do Banco Central no Distrito Federal (Sinal-DF), para falar mal da proposta que dá autonomia administrativa e financeira à instituição— diz muito a respeito do aparelhamento da entidade e do nível pedestre que marca o debate sobre a questão.

Revela muito também sobre a "licença" que líderes políticos, autoridades e celebridades alinhados ao consórcio Lula-STF parecem ter hoje no Brasil para dizer as maiores barbaridades, muitas vezes ancorados em informações falsas e em generalizações discriminatórias de todos os tipos, sem sofrer qualquer questionamento judicial por suas falas.

No vídeo, postado no início de junho, Luana semeia pânico ideológico ao falar sobre os efeitos negativos que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65 terá caso seja aprovada pelo Congresso. Repete a narrativa surrada do PT e de seus satélites sobre o tema, encampada pelo Sinal e propagada por aí com o dinheiro das contribuições de seus associados.

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Com a bênção polpuda da entidade e sem qualquer fundamento na realidade, ela afirma que a eventual aprovação da medida pelo Congresso colocará em risco a gratuidade do Pix e poderá gerar punições ao BC. Afirma ainda que a proposta é uma invenção tupiniquim e que sua implementação vai ameaçar a segurança das nossas reservas internacionais e prejudicar a atuação da instituição, ao colocá-la a serviço da banca.

"Aqui no Brasil, resolveram criar a roda. Querem colocar o Banco Central independente do governo e sujeito a sofrer sanções externas. Gente, isso não tem cheiro de perigo? Me parece um risco gigantesco", diz Luana, recorrendo aos economistas Luiz Carlos Bresser-Pereira e Luiz Gonzaga Beluzzo, que assinaram um manifesto contra a proposta, para ampará-la.

"Nenhum dos principais bancos centrais do mundo possui a combinação de autonomia financeira, isenção orçamentária e blindagem parlamentar, que é o que a PEC 65 está querendo criar. A única garantia que a gente tem de manter a gratuidade do Pix, a segurança das reservas internacionais e do nosso sistema financeiro é manter o Banco Central como autarquia de direito público.........

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