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Copasa privatizada: governo de MG não manda, mas pode barrar o que não quer

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20.06.2026

Copasa privatizada: governo de MG não manda, mas pode barrar o que não quer

Ao privatizar a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o Estado de Minas Gerais saiu de controlador para acionista minoritário, com 5,03% das ações. Mesmo assim, manteve poder de barrar decisões centrais da empresa.

A Equatorial não poderá mudar a política de dividendos nem aprovar fusões, cisões e incorporações, sem o aval prévio do governo mineiro. Mudar o nome da empresa ou tirar sua sede de MG dependem da anuência do sócio estatal. A privatização da empresa foi concluída na última terça (16).

As linhas gerais do que pode e do que não pode estão no acordo de acionistas, assinado em 11 de junho, entre a Gerais Saneamento, que pertence à Equatorial, e o governo mineiro, com a Copasa como interveniente. Ele reescreve a lógica de poder na companhia: o Estado não manda mais por ter ações, mas tem poder sobre questões-chave. A coluna analisou o documento e destrincha os principais pontos aqui.

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