O que são os 'homicídios ocultos' e por que eles estão explodindo no Brasil
O que são os 'homicídios ocultos' e por que eles estão explodindo no Brasil
O Atlas da Violência divulgado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) revelou que o país teve quase o dobro o número de homicídios ocultos entre 2023 e 2024, o que levanta uma suspeita sobre a qualidade dos dados de mortes no país.
Em 2024, esses homicídios aumentaram 88%, saltando de 3.755 (em 2023) para 7.083. Segundo o Atlas, entre 2014 e 2024, o país teve 55.212 homicídios ocultos —média de 5.019 casos por ano.
As MVCI (mortes violentas por causa indeterminada) são aquelas em que o médico não consegue apontar se a pessoa foi vítima de homicídio, suicídio ou acidente.
Juca KfouriFlamengo faz 3 a 0 quando jogou para fazer 7
Flamengo faz 3 a 0 quando jogou para fazer 7
PVCSantos vence primeira sem Neymar desde fevereiro
Santos vence primeira sem Neymar desde fevereiro
Daniela LimaCaso 'Dark Horse' causou perdas a Flávio Bolsonaro
Caso 'Dark Horse' causou perdas a Flávio Bolsonaro
SakamotoSTF enterra a mamata da punição-prêmio a juízes
STF enterra a mamata da punição-prêmio a juízes
Em 10 estados, a alta de 2024 passou de 200%: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Alagoas, Amazonas, Santa Catarina, Sergipe, Ceará, Roraima, Amapá e Tocantins.
Tirando as mortes ocultas, os dados do Ministério da Saúde apontaram para 42.590 MVI, sigla de mortes violentas intencionais —soma de homicídios, feminicídios, latrocínios, lesão corporal seguida de morte e decorrentes de intervenções legais.
O país teve taxa de 20,1 homicídios para cada 100 mil habitantes, o menor patamar da série iniciada em 2014.
"A diminuição na taxa de homicídios registrada em 2024 foi de 7,4%. No entanto, devemos observar que grande parcela dessa redução se deve à piora na qualidade dos dados da saúde, em que muitos homicídios deixaram de ser classificados como tal", diz o documento.
Entenda o que são essas mortes
Segundo Alcides Miranda, pesquisador da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e........
