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Flávio e Nikolas tentam abafar racha na direita com lágrimas e abraços

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27.02.2026

Flávio e Nikolas tentam abafar racha na direita com lágrimas e abraços

Após um tour internacional com seu irmão Eduardo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cada vez mais consolidado como pré-candidato à Presidência, voltou ao Brasil tentando pregar uma versão light e "pouco Bolsonaro".

Em um movimento claro de tentar estancar uma briga interna na direita —e no partido—, ignorou as recentes trocas de farpas de Eduardo e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Durante um evento que reuniu toda a bancada do PL, ontem, em Brasília, fez questão de chamar o deputado mineiro para sentar ao seu lado na mesa de autoridades.

Ainda que as imagens valham mais que mil palavras, o discurso do senador caprichou no tom pacificador e na emoção. Flávio declamou diversos elogios ao deputado popstar. Ele sabe que precisa do apoio de Nikolas.

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O deputado mineiro surfou a mesma onda. Respondeu às deferências recebidas com juras de lealdade. Teve até ombro amigo.

Emocionado e enxugando as lágrimas, Flávio chorou ao relatar a suposta precariedade da cama em que Jair Bolsonaro está dormindo na Papudinha. Nikolas fez questão de consolar o "filho 01". A cena está se espalhando pelas redes e certamente será usada e repetida ao longo de toda a campanha.

O bolsonarismo rachou em dezembro por causa de Flávio. Agora, o senador tenta reparar as fissuras que sua indicação como pré-candidato à Presidência causou. O movimento é pragmático. As chances de bater Lula em outubro sobem se a direita estiver unida no propósito de pedir votos a ele.

E Michelle na 'briga'?

A tentativa de vender paz no evento de ontem teve uma ausência relevante. Michelle Bolsonaro, um dos polos da divisão da direita e que também foi alvo dos ataques de Eduardo, não participou do evento do PL. A versão oficial é que a ex-primeira-dama estava visitando Bolsonaro na Papudinha.

Ainda que ela esteja agindo de forma alinhada com Nikolas, a ausência de Michelle privou que sua imagem seja somada ao esforço de transmitir união.

Flávio e Nikolas articulam a sós

A aproximação ocorrida ontem entre Flávio e Nikolas destravou questões partidárias. Lideranças do PL mineiro esperavam uma reunião conjunta com a dupla. Tomaram chapéu.

Nikolas e Flávio se encontraram depois do evento do PL e decidiram um dos nomes do partido ao Senado em Minas Gerais em rápida conversa olho no olho. A outra vaga será usada para atrair um aliado no futuro. Os nomes ainda não vazaram.

A situação entre ambos contrasta com o que a direita vive desde dezembro. No dia de Natal, Flávio leu uma carta escrita por um Bolsonaro que estava a caminho da mesa de cirurgia. O ex-presidente nomeara o senador como candidato à Presidência.

Michelle e Tarcísio de Freitas não gostaram. Ambos relutaram em manifestar apoio a Flávio.

No evento, em sua fala emocionada, Flávio citou a esposa do pai, disse que "respeita muito a Michelle", que respeita que "cada um no seu tempo querendo entrar de corpo e alma", mas afirmou que é preciso "vestir a camisa".

Partido tem muitas arestas para aparar

O foco de Flávio neste momento da pré-campanha é articular palanques, candidaturas e alianças. A postura de Flávio e a sinalização de "paz" com Nikolas faz parte da estratégia de tentar unir o partido.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou um documento com anotações de Flávio na reunião do PL. Intitulado de "situação nos estados", o material lista possíveis concorrentes ao lado de diversas anotações à mão.

Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) disse que o senador está empenhado em organizar a eleição e fazer o papel de estancar as crises. Disse que palavras erradas de alguns "não podem separar quem deseja derrotar o PT".

Presidente do PL de Minas Gerais, o deputado Domingos Sávio contou que houve alinhamento nos discursos. Ele disse que Nikolas foi enfático ao dizer que nunca vacilou com Bolsonaro desde 2015, ano em que eles se conheceram. Sávio relatou que Nikolas prometeu que a fidelidade ao ex-presidente vai se manter com Flávio.

Deputados e senadores do PL têm um discurso de esperança e citam a pesquisa Atlas de ontem, que colocou Flávio na frente de Lula, como um retrato de que a pré-campanha pode estar no rumo certo.

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Jorge Armando Paranhos da Cunha

A deputada mineira dança a mesma musica do rei das rachadas, pois lhe interessa o poder

Ana Targina Rodrigues Ferraz

Que tal começar a divulgar o que esses dois senhores efetivamente fizeram pelo país tem todo o tempo em que estiveram no poder? 

O bolsonarismo meio que acabou com a direita, pois os políticos desse campo foram para o centro ou optaram pela coletivo dos tam-tans. O estrago feito pelo bolsonarismo, principalmente na moral e nos bons costumes, foi grande.

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