Por que invasão chinesa no Brasil ainda não fez preço do carro usado cair
Por que invasão chinesa no Brasil ainda não fez preço do carro usado cair
Está sendo interessante acompanhar os últimos lançamentos, principalmente os das marcas chinesas, que estão apresentado modelos ricos em equipamentos, mas com preços que tem tirado o sono das montadoras tradicionais.
O destaque da semana é o GAC GS3, um SUV com porte médio, motor de 170 cv, vários equipamentos de conforto e segurança, e preço sugerido de R$ 130 mil na versão de entrada.
É um preço campeão, mais barato que a versão mais cara do nosso carro de passeio mais vendido, o Volkswagen Polo, que tem na versão Highline o preço sugerido de R$ 137 mil. Porém, como sabemos, o Polo é um hatch pequeno, com motor bem mais fraco - ou seja, precificações difíceis de serem explicadas.
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Enfim, é de se esperar que, com preços agressivos de alguns modelos novos, os outros sejam forçados a reajustarem seus preços e, consequentemente, impactar no mercado de usados. Porém, não é isso que tenho observado. Os valores de referências da tabela Fipe continuam estáveis e os usados seguem caros. Mas até quando?
Se você está esperando o preço dos carros usados cair de verdade, confesso que não sei se isso vai acontecer realmente. É certo que em alguns casos os valores pararam de subir como antes, mas aquela queda significativa, que faria o consumidor acreditar que esse é o melhor momento para compra, pode demorar.
Para relembrarmos, durante a pandemia, o mercado viveu uma distorção enorme. Faltou carro zero, a produção travou, e o usado virou a única saída para muita gente. O resultado foi uma valorização artificial que puxou os preços para um patamar completamente fora da realidade.
O problema é que, mesmo com a produção normalizando, o preço do carro zero nunca voltou ao normal. E esses chineses, com seus preços agressivos, ainda não são tão impactantes em volume de vendas. Tudo leva a crer que ainda vão ser gigantes no nosso mercado, mas ainda não são.
E aqui está o ponto central: enquanto o carro novo continuar caro, o usado não tem espaço para cair. Faltam opções de carros novos abaixo dos R$ 120 mil, que não sejam modelos mais simples.
Aqui, o mercado de usados domina, com inúmeras opções mais completas, até mais baratas que isso. Hoje, o consumidor entra na concessionária, vê um carro popular encostando nos R$ 90 mil ou R$ 100 mil, muda o plano e parte para os usados. Essa migração mantém a demanda alta e segura os preços.
Tem outros aspectos também, como estoque de usados em lojas e concessionárias, com preços de compra negociados mais altos, e que não tem margem para ficarem mais baratos. Nesses casos, é melhor continuar segurando o preço e esperar o mercado estabilizar, do que queimar o preço e ficar no prejuízo.
Algo parecido acontece com o comprador pessoa física, que pode até ser motivado a trocar de carro, quando vê esses lançamentos com preços agressivos, mas desiste quando entende que vão pagar muito pouco no seu usado. Ou seja, alguns vão preferir esperar ou anunciar por um valor acima do que o mercado realmente pagaria, e nada dos preços caírem.
Hoje, quem compra bem é quem negocia melhor, quem sabe procurar, quem entende o momento e, principalmente, quem não se apega ao "preço da tabela" como verdade absoluta. No fim das contas, o mercado pode até demorar para corrigir, mas negócio bom sempre aparece para quem sabe negociar.
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