A marcha fúnebre de Chopin
Escritor e roteirista, autor de "Por quem as panelas batem"
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O cara é tornado réu por tentativa de golpe de Estado. A acusação não surgiu por uma denúncia de uma Anielle Franco, um Boulos ou de jornalistas do semanário "Causa Operária". Tem conversas de WhatsApp do alto escalão do governo e da caserna, conspirando. Tem delação premiada do ajudante de ordens do ex-presidente. Tem confirmação dos comandantes do Exército e da Aeronáutica, nomeados pelo cara. O chefe do Exército, inclusive, disse que se o cara continuasse com aquele papo de golpe, iria lhe dar voz de prisão.
Dentro do golpe, bem documentado, está o projeto de assassinar o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes. Assassinar, meus amigos. Dado o histórico do cara, contudo, não é nenhuma surpresa. Ele foi expulso do Exército por ter um plano de explodir quarteis e um aqueduto no Rio de Janeiro. Falou bem da ditadura a vida toda, embora com a ressalva de que o regime errou ao "só" torturar e não matar os adversários. Segundo ele, tinha que matar 30 mil pro Brasil dar certo –matou uns 200 mil na pandemia, ainda não deu.
Dos anos de chumbo, seu ídolo não é o general Castelo Branco, o Golbery, o Delfim Neto. É aquele que todos os citados anteriormente diziam, em público, desprezar, embora dependessem de seus serviços para garantir o pão de cada dia: Carlos Brilhante Ustra. Um carniceiro que torturava pais e mães diante dos filhos.
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