Olimpíada de Inverno: medalha histórica e heróis além do pódio
Olimpíada de Inverno: medalha histórica e heróis além do pódio
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Os Jogos Olímpicos de Inverno não trouxeram apenas a medalha inédita para o Brasil com Lucas Pinheiro. Trouxeram também algo menos visível, mas igualmente relevante: uma participação ativa de atletas na defesa de direitos humanos dentro e fora da arena esportiva.
Postagem recente da Sport & Rights Alliance reuniu exemplos que ajudam a compreender esse movimento. O esquiador Nikolai Schirmer entregou ao Comitê Olímpico Internacional uma petição com milhares de assinaturas pedindo que esportes de inverno se afastem de patrocínios ligados a combustíveis fósseis — lembrando que, sem enfrentar a crise climática, modalidades dependentes de neve simplesmente deixam de existir.
No campo da igualdade de gênero, Annika Malacinski voltou a cobrar inclusão feminina no Combinado Nórdico, única modalidade de inverno ainda sem competição olímpica para mulheres. Já Amber Glenn utilizou sua visibilidade para defender comunidades LGBTQI+ e reforçar a importância da solidariedade em tempos de polarização. E Stevenson Savart ampliou o debate sobre representatividade ao se tornar símbolo de participação de países historicamente ausentes dessas modalidades.
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Neutralidade sob tensão
O episódio que mais concentrou controvérsia envolveu o ucraniano Vladyslav Heraskevych, impedido de competir após planejar utilizar um capacete em homenagem a atletas mortos na guerra. O argumento invocado foi o da neutralidade.
A questão, porém, é mais complexa. Neutralidade foi concebida para impedir propaganda partidária e disputas políticas diretas no ambiente competitivo. Mas homenagear vítimas civis ou denunciar violações de direitos humanos não se confunde com campanha eleitoral. Quando a neutralidade passa a silenciar memória e dignidade, o debate deixa de ser esportivo e passa a ser jurídico.
Por isso, venho escrevendo aqui, falando em simpósios e nos livros que escrevo sobre a importância do movimento esportivo criar conselhos independentes de Direitos humanos e usar de critérios mais objetivos para analisar casos concretos, como leis internacionais de direitos humanos e resoluções de órgãos ligados a ONU.
Compromissos que vinculam
O esporte não está à margem do direito. Ao contrário, construiu um ordenamento privado que dialoga com o sistema jurídico internacional.
A Carta Olímpica do Comitê Olímpico Internacional reafirma esse compromisso, em seus Princípios Fundamentais, que a prática do esporte é um direito humano e deve ocorrer sem discriminação. A dignidade humana aparece como valor estruturante do Movimento Olímpico.
No futebol, o art. 3º do Estatuto da FIFA estabelece o compromisso de respeitar todos os direitos humanos internacionalmente reconhecidos e de promover sua proteção nas atividades da entidade.
Esses dispositivos não são meras declarações simbólicas. São normas internas que vinculam a interpretação disciplinar e exigem coerência entre discurso e prática.
Os Jogos de Inverno demonstraram que atletas não deixam seus direitos do lado de fora da arena. Eles continuam sujeitos de direitos fundamentais, inclusive liberdade de expressão.
Se o esporte quer se apresentar como espaço de paz, inclusão e universalidade, precisa reconhecer que esses valores não são acessórios. São parte de sua legitimidade.
Defender direitos humanos não é desvio da regra.
É parte essencial do jogo.
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