Em Salvador, axé disputa a orla e tradições afro mantêm Carnaval do centro
Em Salvador, axé disputa a orla e tradições afro mantêm Carnaval do centro
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Todos os anos, o Carnaval de Salvador presencia uma disputa entre as estrelas da axé music que comandam os blocos de trio elétrico pela posição no desfile. Como o critério da ordem é a antiguidade, todos acabam reivindicando tradições, mesmo que sejam criações recentes.
Contudo, as agremiações verdadeiramente tradicionais, fundadoras da diversidade rítmica da festa, não entram nessas disputas, pois ocupam outros espaços da cidade, sem concorrência midiática, mas fundamentais para manter a força que essas entidades têm para a cultura da cidade e especialmente para o Carnaval.
São blocos nascidos nos bairros negros e que todos os anos repetem celebrações em seus lugares de origem, evocando suas tradições religiosas e suas conexões culturais, que fazem a riqueza e a diversidade do Carnaval de Salvador.
Josias de SouzaAlegoria de Janja dura pouco na Sapucaí
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SakamotoEscala 6x1: O Samba da Exaustão
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CasagrandeNeymar voltou bem, mas competitividade foi baixa
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PVCSantos sofreu só com a incerteza do chaveamento
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Se não fossem os blocos afro, os blocos de samba e os afoxés, o Carnaval do centro de Salvador, no Circuito Campo Grande, já teria acabado.
Isso porque a indústria do Carnaval e as estrelas da axé music, que nas últimas décadas passaram a brigar pela melhor posição e pelo melhor horário de exposição nas câmeras no circuito Barra-Ondina, deixaram de se interessar pelo centro antigo, que concentra grande parte dos foliões da própria cidade.
É para lá que se deslocam moradores de bairros periféricos, que circulam com mais facilidade nesse espaço, pois é o mesmo onde estudam, trabalham, compram e vendem........
