IA pode elevar produtividade e ampliar distância entre países, diz FMI
IA pode elevar produtividade e ampliar distância entre países, diz FMI
A inteligência artificial pode elevar a produtividade mundial e, ao mesmo tempo, ampliar a distância entre os países. A conclusão é de Patrick A. Imam e Jonathan R. W. Temple, autores do estudo "Desenvolvimento relativo e a lacuna da inteligência: capital humano, difusão tecnológica e inteligência artificial" (Relative Development and the Intelligence Divide: Human Capital, Technology Diffusion, and AI, no original), publicado pelo Fundo Monetário Internacional em setembro.
Quando aplicam os mesmos cortes e a mesma amostra ao capital, ao capital humano e à produtividade total dos fatores, os autores calculam quanto tempo uma economia levaria, em média, para sair da faixa inferior. O resultado é de 16,1 anos para o capital, 31,5 anos para o capital humano e 44 anos para a produtividade.
Esses prazos não são previsões para um país específico. Eles mostram o tempo médio implícito caso as probabilidades históricas de transição continuassem a se repetir. Ainda assim, expõem a diferença que organiza o estudo, que mostra os países capazes de acumular capital, ampliar a escolaridade e acessar novas tecnologias com mais facilidade do que conseguem converter esses recursos em produtividade.
Juca KfouriO Platense foi apresentado a Paulo Henrique Ganso
O Platense foi apresentado a Paulo Henrique Ganso
Milly LacombeFlu de Marcão dá passo largo rumo à semifinal
Flu de Marcão dá passo largo rumo à semifinal
Daniela LimaSTF se divide sobre decisão de Mendonça
STF se divide sobre decisão de Mendonça
SakamotoVazamentos galopam, mas empacam em Dark Horse
Vazamentos galopam, mas empacam em Dark Horse
Uma máquina pode ser comprada. Um software pode ser licenciado. Os anos de estudo da população podem aumentar. O funcionamento do sistema produtivo depende de gestão, organização, financiamento, infraestrutura, dados, qualificação e instituições capazes de aprender e se adaptar.
É nessa distância entre acesso e uso produtivo que os autores localizam a "divisão da inteligência". A expressão vai além da separação entre quem tem e quem não tem acesso às ferramentas de IA. Ela descreve a diferença entre a disponibilidade crescente de conhecimento e a capacidade de convertê-lo em produção, renda e aproximação da fronteira econômica.
O estudo organiza uma sequência que costuma aparecer no debate público como se cada etapa levasse automaticamente à próxima: exposição de uma tarefa à IA, acesso à ferramenta, adoção, adaptação aos dados e processos locais, uso intensivo, ganho........
