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Delivery vira palco para a disputa entre modelos de IA no Brasil

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04.03.2026

Delivery vira palco para a disputa entre modelos de IA no Brasil

Quando o iFood anunciou que planeja operar com 8.000 agentes de inteligência artificial internos até o final deste mês, a notícia assustou muitos e foi encarada como marketing tecnológico por tantos outros. Mas esse é apenas mais um dos números superlativos do mercado de delivery do Brasil.

Dados como a entrada da gigante chinesa Meituan (Keeta) com R$ 5,6 bilhões prometidos para cinco anos, o relançamento do também chinês 99Food, com R$ 1 bilhão em caixa, o investimento de US$ 25 milhões da Amazon na Rappi, e a expansão do Aiqfome, do grupo Magalu, para 117 cidades neste ano, mostram que o delivery no Brasil deixou de ser um negócio só de comida e se tornou uma disputa de infraestrutura tecnológica, dados e inteligência artificial em escala global.

O Brasil é hoje o quinto maior mercado mundial de food delivery, atrás apenas de China, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Coreia do Sul. A Keeta, marca internacional da Meituan, acredita que o país pode passar para a quarta posição em apenas dois anos.

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A condição? Que o mercado opere sem exclusividades. Essa afirmação sintetiza o contexto de uma disputa por um mercado ainda em construção, com imenso potencial represado e por hábitos de consumo que ainda não amadureceram.

O mercado de delivery no Brasil passou por pelo menos três fases distintas nos dois últimos anos. Na primeira, o iFood se consolidou, chegando a concentrar cerca de 80% do mercado. Na segunda, o Cade limitou contratos de exclusividade e abriu caminho para novos entrantes. Na terceira, onde estamos agora, os novos entrantes chegaram com capital, tecnologia e disposição para uma disputa longa.

A Abrasel, associação que reúne bares e restaurantes, confirma o impacto já visível na cadeia: entregadores com remuneração até 30% maior, consumidores com preços menores, restaurantes com taxas reduzidas e atendimento mais qualificado. "A concorrência, quando funciona, redistribui valor", afirma Paulo Solmucci, presidente da entidade.

Agora, a competição é por todo o ecossistema e não só não por usuários ou restaurantes. Cada plataforma tenta construir, ao mesmo........

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