Karina Gama sabe demais e precisa ser protegida
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Um mesmo nome está em quatro escândalos ao mesmo tempo: num contrato de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo, num convênio de R$ 5 milhões do governo do Distrito Federal, em emendas de sete parlamentares bolsonaristas e na produção do filme sobre Jair Bolsonaro (PL): Karina Ferreira da Gama.
Jornalista formada pela Unip, 47 anos, ex-secretária-executiva, saía todo dia de manhã da Brasilândia, na periferia da zona norte de São Paulo, e atravessava a cidade até a rua Haddock Lobo, nos Jardins, onde administrava seus negócios. Até 2019, segundo pessoas próximas, era assalariada e não ganhava mais que R$ 25 mil.
Karina é uma dessas figuras que vivem nas sombras da política brasileira. Podia ter ganhado milhões em poucos anos com contratos públicos que não chamam atenção e emendas parlamentares que pairam fora do radar da imprensa, atravessando a vida sem chamar causar alvoroço. Ao menos até se meter com o filme sobre Bolsonaro e o dinheiro de Daniel Vorcaro.
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Evangélica desde os 16 anos, frequentadora da Igreja Universal de Edir Macedo, Karina diz que o interesse por projetos sociais nasceu da fé. Entrou no Instituto Conhecer Brasil em 2014 e virou presidente da ONG.
A virada veio em 2020, quando conheceu Mário Frias (PL), que assumia a Secretaria de Cultura de Bolsonaro. A partir dali, virou empresária bolsonarista, com sucesso meteórico.
As empresas de Karina passaram a receber dinheiro de campanhas do PL e de emendas parlamentares. Em 2022, fez a assessoria de imprensa para a campanha de Frias a deputado, cobrando R$ 54 mil.
A sua empresa mais falada atualmente é a GoUp, de 2021, que produziu o filme "Dark Horse" e que opera também nos Estados Unidos, onde Karina é sócia-administradora........
