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Começar pelo telhado

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08.02.2026

Há mais de 20 anos que a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) e a sua comunidade portuária aspiram a uma ampliação das suas infraestruturas, para acolher mais carga contentorizada. A nova geração de navios de contentores tem dimensões, quer em calado quer em comprimento, que o porto não pode acolher e não existe, no Norte e Centro do país, qualquer alternativa. Foi por isso que, em 2019, a APDL e o Governo de então anunciaram a construção de um novo terminal de contentores com profundidade de -14 metros, obra que implicaria dragagens e a extensão do quebra-mar norte para proteger o canal de acesso. 

O projeto logo gerou grande controvérsia, porque a extensão de 300 metros prevista para o quebra-mar teria um impacto dramático na praia de Matosinhos, frequentada por banhistas e surfistas que se organizaram em protesto, com centenas de pessoas a manifestarem-se no areal ameaçado. Sabiam que a extensão do quebra-mar, a que chamaram de ‘paredão’, impediria a ondulação necessária à prática desportiva e temiam a degradação ambiental, por as águas menos agitadas não dissolverem os efluentes orgânicos do rio Leça, que descarrega no........

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