Not So Quiet on the Western Front (A situação na Frente Ocidental não está nada tranquila)
Em junho de 1939, as águas calmas do porto da Horta foram ofuscadas por dois hidroaviões Boeing 314 (os Yankee e Dixie Clippers da PanAm ) quando a ilha dos Açores foi escolhida como ponto de partida vital para a primeira rota aérea transatlântica para Lisboa e Marselha.
Durante os 87 anos subsequentes, os EUA estabeleceram, por meio de ameaças e alianças, um verdadeiro feudo sobre as ilhas do Atlântico Central, que oferecem acesso marítimo e aéreo privilegiado às Américas, Europa e África. Isso foi alcançado com a expansão do aeródromo das Lajes para acomodar as mais poderosas aeronaves militares, culminando na concentração dos gigantes da guerra ali presentes para auxiliar os EUA nos campos de batalha no Médio Oriente.
Apesar da presença simbólica da Força Aérea Portuguesa e, ocasionalmente, da RAF britânica, o domínio dos EUA tem sido inegável, sob o pretexto de serem a potência hegemónica da NATO.
Contudo, recentes declarações vindas da Casa Branca indicam um distanciamento dos EUA em relação aos seus aliados na Europa e uma crescente possibilidade de abandono das suas obrigações de defesa . A continuidade do seu controlo sobre o destino dos Açores está agora em dúvida. Daí a controvérsia em torno da utilização das Lajes para apoiar a intervenção conjunta EUA-Israel no Irão, Líbano e Gaza.
O que antes era uma estratégia simples de empregar o poder aéreo e naval como uma poderosa força dissuasora evoluiu no século XXI para........
