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A manipulação das sondagens

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30.01.2026

Somente por ingenuidade ou por má-fé é que alguém poderá negar que a recente primeira volta das eleições presidenciais foi grosseiramente manipulada, conduzindo a que um candidato dado à partida como derrotado tenha chegado ao fim como o mais votado.

Na verdade, todos os estudos de opinião indicavam António José Seguro como não tendo qualquer hipótese de chegar à segunda volta, havendo, então, uma estimativa de que não ultrapassaria os dez por cento, atribuindo-se todo o favoritismo a Gouveia e Melo e Marques Mendes.

A discussão da presidência seria entre estes dois, sendo que apenas dois cenários estavam em cima da mesa, a de uma segunda volta entre aqueles ou, com grande probabilidade, entre um deles e André Ventura.

Também com Cotrim de Figueiredo as expectativas eram muito baixas, bastante longe da possibilidade de obter um resultado positivo.

Mas o polvo socialista não dorme em serviço, tendo manobrado, na sombra, para que o desfecho eleitoral fosse bem diferente daquele que seria previsível.

Seguro não tinha o apoio de grande parte do PS, partido que, aliás, só se colocou oficialmente ao seu lado já depois do início da campanha eleitoral, sendo quase certo de que uma percentagem muito elevada dos socialistas votaria em Gouveia e Melo e outros apostariam mesmo nos candidatos da extrema-esquerda.

Montou-se então um engenhoso ardil, com o recurso da TVI a uma empresa de sondagens dirigida por uma destacada socialista, que fora inclusive secretária de estado num dos governos de Costa, passando aquele........

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