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Onde ainda há tempo para a calma

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18.03.2026

Na passada semana  referimos algumas mulheres extraordinárias.  Chego à Sertã, e descubro que a terra tem este nome devido a uma mulher, imagina. Durante um cerco romano, a capitã Celinda, ao ver o seu marido ser morto, utilizou uma sertã grande e quadrada (frigideira) para lançar azeite a ferver sobre os invasores. Esse ato heroico, segundo a lenda, batizou o local.

A Sertã é daquelas terras que parecem pequenas no mapa, mas enormes à mesa. Quem chega distraído pensa que veio ver uma vila tranquila no interior - quem sai percebe que veio, na verdade, fazer um estágio intensivo em felicidade gastronómica.

Começa tudo com a pergunta inocente: «Vamos só provar um maranho?». O problema é que o maranho não vem sozinho. Vem com história, com cheiro a hortelã, com arroz dentro do bucho de cabra e com aquela capacidade mágica de convencer qualquer pessoa de que afinal ainda cabe mais um bocadinho.

Sertã tem ruas antigas, cada esquina parece........

© SOL