Os extremismos e a ingovernabilidade
Macron, cego pelo narcisimo, destruiu uma maioria parlamentar ao convocar eleições antecipadas. Sánchez perdeu uma geringonça por capricho dos independentistas catalães do Junts. Montenegro venceu duas eleições legislativas de enfiada, sem maioria, e assiste à erosão da popularidade de um executivo que vive um dia de cada vez, dividindo-se pelas alianças pontuais ou com o Chega ou com o PS.
O extremismo ao centro, pelas meias tintas, pelas águas de bacalhau, pelo adiar de soluções, tem feito crescer extremismos, quer de esquerda, quer de direita. A extrema esquerda está, desde 2022 em Portugal, e estará, depois de 29 de Novembro, em Espanha, a fazer o caminho das pedras. Mas a extrema direita partidária está pujante na Península Ibérica. Em França o macronismo alimentou a extrema direita (Le Pen é a única candidata que todas as sondagens dão como passando, a 18 de Abril de 2027,........
