Terça-feira é outro dia
Em Portugal, a euforia cede lugar à depressão em dois tempos. Há dois dias, até às 18 horas, a Seleção nacional de futebol ia ganhar o campeonato do mundo. Às 20.00, os nossos jogadores, afinal, não valiam nada. De campeões quase anunciados passaram a atletas preguiçosos, deslumbrados com eles próprios e sem vontade de suarem as camisolas. Típico. Do oitenta ao oito é um ápice. Neste País é assim com quase tudo. A realidade não quer saber de manias de grandeza para nada, mas os portugueses persistem em agarrar-se a ilusões. Da política à economia, da saúde à educação, da segurança à cultura, na crítica e no aplauso, no elogio e na reivindicação, os sinais são sempre semelhantes. Ou reclamamos o infinito, porque a isso temos direito, ou mergulhamos no mais profundo dos poços, porque a justiça decidiu extraviar-se deste nosso mundinho. No desporto, as coisas não são diferentes.
Portugal não ganhou ao Congo, porque não foi competente. Ponto! Ir atrás dos culpados não adianta nada, se não for para encontrar soluções para situações futuras. É mais fácil apontar o dedo do que dar-se ao trabalho de arranjar coragem para tomar decisões fraturantes, termo que agora se gosta tanto de usar (como ‘resiliência’,um modismo tão irritante como as trotinetas que transformam as ruas em armadilhas).
Não sou........
