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O banquete dos percevejos

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28.05.2026

Segundo as notícias que nos chegam da Índia, dezenas de pessoas morrem naquele país todos os anos vítimas de ataques de tigres. Pior: mais de uma centena morrem por ataques de leopardos. Ali, os magníficos felinos não estão confinados a reservas naturais ou atrás das grades de jardins zoológicos. Convivem, nem sempre pacificamente, com os humanos.

Mas o que dizer então dos mortos por mordeduras de cobras, que se estima, em pleno século XXI, que andem entre os 50 e os 60 mil num só ano na Índia? A víbora-de-escamas-serrilhadas, a naja-indiana, a krait-comum e a víbora-de-russell – só os seus nomes quase provocam suores frios… – são as mais letais.

Serve este pequeno preâmbulo para nos transportar para um território partilhado por homens e animais, sem que uma fronteira nítida os separe. Falo de fronteira física mas também mental.

Aristóteles definiu celebremente o homem como um animal........

© SOL