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Não será por falta de aviso

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27.08.2026

Há já algum tempo que os líderes europeus nos habituaram ao discurso de agência de comunicação. É aborrecido, abstrato e padronizado. Não havendo lugar para imaginação política nem para arrojo, o vazio e a fuga a debates essenciais surgem como inevitabilidades. Os chavões substituem as convicções e, no processo, constroem-se fantasmas para mascarar, primeiro, a incapacidade de avaliação da realidade e, depois, a sua própria incompetência para resolver problemas prementes.

Um dos slogans pré-fabricados de eleição tem sido o de ‘salvar a democracia’ perante o assalto da extrema-direita, um termo que deixou também de ser utilizado na sua acepção original. Ousar remar contra a maré de Bruxelas e da bolha mediática, mesmo que a realidade assim o justifique, é motivo mais que suficiente para ser alvo desta cruzada que pugna pela higienização da esfera pública e política.

A imigração é um dos grandes temas onde os rótulos são mais facilmente distribuídos. Seguindo este raciocínio........

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