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Migrações

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04.07.2026

Há 30 anos, Portugal crescia a 3% ao ano. Com os economistas e demógrafos que então me acompanhavam nos trabalhos do Livro Branco da Segurança Social aprendi que para se sustentar esse crescimento o país necessitaria de mais 900 mil trabalhadores imigrantes até final dessa década. A variável migrações era então uma espécie de caixa negra. Sabia-se que os trabalhadores entravam se a economia os atraísse; na competição com economias robustas, ou nos limitávamos a porta de entrada em Schengen, ou nos valíamos da língua e da cultura para reter demanda laboral útil.

O fantasma do envelhecimento, previsível e mensurável, sobrepunha-se sempre. E a obsessão de especialistas permaneceu centrada sobre a deterioração da razão ativos/pensionistas e a sustentabilidade financeira do sistema previdenciário. A única reforma económica digna desse nome foi a criação do automatismo de prolongar a idade da aposentação em função do aumento da esperança de vida. Acompanhada da consideração de toda a carreira contributiva e de várias medidas de prevenção da fraude e manipulação. 

Depois, veio o túnel da troika, onde........

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