Tempestade perfeita (II)
Não foi por acaso que chamei ao meu anterior texto Tempestade Perfeita. Fi-lo na convicção de que as ‘tempestades’ que nos têm assolado revelaram, com a força do vento que as move, a fotografia mais nítida da atual impreparação do Estado.
• a suborçamentação dos serviços públicos, quer ao nível da formação, quer dos equipamentos de prevenção e contenção de danos;
• a partidarização das chefias da Administração Pública, em detrimento da necessária profissionalização dos seus titulares;
• a privatização de serviços públicos essenciais e as suas consequências, com o foco desviado da realização do bem comum para a prossecução prioritária do lucro dos acionistas;
• a fragmentação do comando operacional e o consequente desconhecimento geral dos meios efetivamente disponíveis para, de forma imediata,........
