Perplexidades: de espanto em espanto
1.Confesso: desta vez estou solidário com a estupefação indignada do primeiro-ministro (PM).
Vi-o e ouvi-o, na televisão, perplexo, depois de informado acerca de um alegado plano de ataque terrorista contra ele e sua família, notícia essa que lhe foi divulgada em primeira mão, não pelas autoridades competentes, mas pelos órgãos de comunicação social.
Como foi possível chegar até à prolação, pelo Ministério Público (MP), de uma acusação, relatando a atividade de uma organização da direita radical que, alegadamente, estaria a preparar um conjunto de atentados, sem que, antes, o PM tivesse sido alertado para o risco que ele e a família corriam?
2. Bem ou mal, fui elaborando hipóteses possíveis.
Primeira: Devido à atuação dos órgãos de polícia criminal, o perigo real de que um atentado acontecesse desaparecera já, não valendo a pena perturbar o PM com tal........
